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	<title>Luthiano Vasconcelos &#187; Tecnologia</title>
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	<description>Projetos, delírios e coisas do gênero</description>
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		<title>Sobre computadores velhos, Linux e a Web 2.0</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 18:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luthiano Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Há cinco anos a Siemens profetizou que, em 2008, o Linux estaria presente em 20% dos computadores pessoais, ocupando uma honrosa segunda posição no mercado de sistemas operacionais. A estimativa era baseada na premissa de que os sistemas Linux reduziriam custos em até 30% na administração, 80% nas licenças de software e 50% no hardware [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há cinco anos a <a href="http://www.linux.com/articles/30873" rel="nofollow" >Siemens profetizou</a> que, em 2008, o Linux estaria presente em 20% dos computadores pessoais, ocupando uma honrosa segunda posição no mercado de sistemas operacionais. A estimativa era baseada na premissa de que os sistemas Linux reduziriam  custos em até 30% na administração, 80% nas licenças de software e 50% no hardware em relação a sistemas de código proprietário, como o Windows. A percepção que se tinha é que o Linux exigiria menos recursos de hardware, o que viabilizaria um uso mais prologando dos equipamentos e menos gastos com upgrades sucessivos. Hoje, as <a href="http://marketshare.hitslink.com/report.aspx?qprid=8" rel="nofollow" >pesquisas</a> mostram que o Linux (somando a suas centenas de distribuições) não chega a 1% da fatia do bolo! Alguma coisa deu errado&#8230;</p>
<p><img src="http://luthiano.com/files/2008/06/linux-mac-windows2.png" alt="" /></p>
<p>A verdade é que o Linux tem sérios problemas de identidade, afinal de contas ele quer ser o Windows, que por sua vez quer ser o <a href="http://www.apple.com/br/macosx/" rel="nofollow" >MacOS</a>! Talvez eu esteja exagerando, mas na ânsia de abalar a supremacia da Microsoft que tem <a href="http://www.w3counter.com/globalstats.php" rel="nofollow" >mais de 90% desse mercado</a>, o Linux cada vez mais se parece com o Windows. Essa minha afirmação é confirmada pelas 10 principais distribuições: Ubuntu, openSUSE, Fedora, Debian, Mandriva, PCLinuxOS, MEPIS, KNOPPIX, Slackware, Gentoo e FreeBSD. Todas elas, sem exceção, elegeram os gordos ambientes gráficos KDE e Gnome como seus cartões de visita. Em nome da usabilidade, os sistemas Linux &#8220;ganharam&#8221; pesados recursos visuais que incluem transparências, transições e efeitos que não servem para nada além de consumir recursos do hardware e acelerar a obsolecência dos equipamentos. A moda agora é mostrar que o <a href="http://www.beryl-project.org/" rel="nofollow" >Beryl</a> é mais &#8220;cool&#8221; que o <a href="http://www.microsoft.com/windows/products/windowsvista/features/experiences/aero.mspx" rel="nofollow" >Aero</a>, e assim a saudável concorrência entre Linux e Windows virou um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Miss_Universo_2007" rel="nofollow" >concurso de misses</a>, onde ganha quem tem o rostinho mais bonito. Temas importantes, como estabilidade e desempenho, tornaram-se secundários para dar espaço a discussão de quem tem ícones e cursores mais atraentes. E o que mais me impressiona nessa história toda é que a atual tendência tecnológica e cultural da Internet, freqüentemente chamada de Web 2.0, está marginalizada.<br />
Me parece que os desenvolvedores de sistemas operacionais querem ignorar o movimento da Web 2.0 porque a idéia subjacente da &#8220;Web como um plataforma&#8221;, com aplicações e dados disponíveis para qualquer sistema, enfraquece seus produtos. Isso é óbvio! Se todas as minhas aplicações e todos os meus dados estão numa grande rede de protocolos padronizados, qual a diferença se uso sistema operacional A ou o B? Nenhuma. Em tese, um velho computador, com 256MB de memória RAM, seria um equipamento suficiente para realizar maioria das atividades da computação pessoal: edição de documentos, comunicação eletrônica, gerenciamento de mídias digitais, etc. Na verdade, há cinco anos, quando a Siemens viajou na maionese sobre o futuro do Linux, as melhores configurações de computadores pessoais tinham 256MB e todo mundo estava feliz.Atualmente, um computador com &#8220;apenas&#8221; 256MB é considerado obsoleto. A versão mais recente do Ubuntu, que usa o gerenciador de janelas Gnome, recusa qualquer equipamento com menos de 384MB para instalação. O Windows Vista ainda é mais ambicioso e não aceita equipamentos com menos de 512MB. Na prática, ambos os sistemas apresentam desempenho insatisfatório em computadores com menos de 1GB de memória. Esse cenário é um presente para os fabricantes de equipamentos, que têm registrado números <a href="http://www.pcworld.com/businesscenter/article/146115/surge_in_laptop_sales_drives_hp_results.html" rel="nofollow" >extremamente favoráveis</a> mesmo com queda vertiginosa nos preços dos equipamentos. Essa situação me levou ao seguinte questionamento: é possível ter um nível de produtividade satisfatório em um computador com configuração obsoleta?  Após alguns dias de pesquisas e ajustes conclui que sim!</p>
<p><span id="more-50"></span></p>
<p>Eu ainda tenho um &#8220;velho&#8221; notebook Dell Inspiron 1000, comprado em 2003, com 256MB de memória. A configuração dele é bastante modesta comparada ao meu laptop mais recente que tem 2GB de RAM (8 vezes mais), e isso deixou o desafio mais interessante. Será possível preparar um ambiente atual de alta produtividade em um equipamento tão simplório? Bem, o resultado me agradou bastante e acho que vale a pena compartilhar o que fiz. Pode ser que você decida resgatar aquele &#8220;ferro velho&#8221; que está jogado no fundo do armário, e transformá-lo em uma boa estação de trabalho.</p>
<p>A primeira providência foi fazer um inventário da configuração inicial do notebook para identificar que recursos seriam necessários. O hardware do Dell Inspiron 1000 é o seguinte:  processador Intel Mobile Celeron 2200 MHz, 256MB de memória RAM, placa de vídeo Silicon Integrated Systems (SiS) SiS650, disco rígido Toshiba de 30GB, placa de rede Ethernet Silicon Integrated Systems (SiS) SiS900 e unidade CDRW/DVD da Matshita. O sistema operacional instalado era o Windows XP com aplicações de escritório (Microsoft Word, Microsoft Excel, Microsoft Powerpoint, Microsoft Outlook, Microsoft Project e Adobe Acrobat), navegadores (Internet Explorer, Firefox, Opera, Flock e Safari), ferramentas de transferência de arquivos (Free Download Manager, CuteFTP, Filezilla e eMule), comunicadores (Windows Live Messenger e Skype), gerenciamento de informações pessoais (MusicBrainz, Windows Live Writer e Windows Live Photo Gallery), multimídia (WinDVD, iTunes, WinAmp, jetAudio, DVDShrink, DivX, Quicktime, Express Rip e Nero Burning ROM), além de utilitários de segurança e manutenção (ClaimWin, SpyBot Search and Destroy, SpywareBlaster, PC Wizard, Belarc Advisor, CleanUp e CCleaner).</p>
<p>Com base nessas informações, meu objetivo era preparar um ambiente atualizado, com as mesmas funcionalidades e com desempenho satisfatório. Como já foi colocado anteriormente, seria impossível cogitar a instalação do Windows Vista. O Ubuntu e o Kubuntu (Ubuntu com KDE), nas suas versões mais recentes, também exigem equipamentos melhores. Foi aí que percebi que o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Xubuntu" rel="nofollow" >Xubuntu</a> seria uma alternativa viável.</p>
<p><img src="http://luthiano.com/files/2008/06/xubuntu.jpg" alt="" /></p>
<p>O Xubuntu (<a href="http://www.xubuntu.org/get" rel="nofollow" >download</a>) é um derivado honesto do Ubuntu que usa o gerenciador de janelas <a href="http://www.xfce.org/" rel="nofollow" >XFCE</a>, uma opção leve e adequada para computadores com recursos limitados. A versão mais recente, codinome Hardy Heron, tem um desempenho muito bom em computadores de apenas 256MB!<br />
O XFCE 4.4.2 é visualmente muito parecido com o Gnome, inclusive a maior parte das aplicações é baseada nas bibliotecas GTK 2, portanto podem apresentar problemas com o cedilha [ç] se o leiaute do teclado for americano. A solução para essa questão está <a href="http://vidageek.net/2007/11/13/ubuntu-710-e-o-cedilha-em-teclado-internacional/" rel="nofollow" >aqui</a>.</p>
<p>A simplicidade do XFCE é sinônimo de melhor desempenho, em comparação ao KDE ou ao Gnome, porém isso não significa restrições. O Xubuntu está apto a executar qualquer aplicação disponível para Gnome ou para KDE (bibliotecas QT), porém o uso desordenado de aplicações pode influenciar negativamente a performance do sistema, portanto seguem algumas recomendações:</p>
<ul>
<li>Evite instalar aplicações criadas para o KDE, como o K3B ou o KGet. Essas aplicações, apesar de serem compatíveis, usam as bibliotecas QT que não acompanham o Xubuntu, portanto será necessário memória adicional para carregá-las.</li>
<li>Evite instalar aplicações baseadas em Mono, como o Gnome-Do e o F-Spot, pois elas também alocam muitos recursos.</li>
<li>Evite instalar os aplicativos do OpenOffice, pois eles exigem muita memória. Ao invés disso, procure usar o Abiword (editor de textos) e o GNumeric (planilha eletrônica), que já acompanham o Xubuntu e são mais leves que o OpenOffice Write e o OpenOffce Calc, respectivamente. Sempre que possível, procure usar ferramentas Web como o Google Docs ou o Zoho Docs.</li>
<li>Se você não for usar o computador para fazer apresentações, não instale o KPresenter, nem o OpenOffice Impress, pois ambos são bem pesados. O Google Docs é uma boa opção para atender a essa demanda, especialmente com o uso do Google Gears para viabilizar o trabalho online.</li>
<li>Um possível subsituto para o Microsoft Project é o Planner, porém ele é bastante limitado. Se precisar de ferramentas mais completas use uma aplicação Web como o <a href="http://projects.zoho.com" rel="nofollow" >Zoho Projects</a>, o <a href="http://www.liquidplanner.com" rel="nofollow" >LiquidPlanner</a> ou o <a href="http://www.basecampHQ.com/?referrer=LUTHIANOVASCONCELOS" rel="nofollow" >BaseCamp</a>.</li>
<li>O Thunderbird é um excelente substituto do Outlook, porém é necessário instalar o Lighting para torná-lo um gerenciador de compromissos e tarefas.</li>
<li>O Xubuntu já inclui o driver CUPS-PDF que permite gerar documentos PDF através de uma &#8220;impressora virtual&#8221;. Recomendo a instalação dos utilitários xpdf e epdfview, pois são bem eficientes para visualizar documentos PDF.</li>
<li>O Xubuntu já inclui o Firefox 3, porém eu recomendo a instalação do Flock 2, que é baseado no Firefox 3, portanto agrega melhorias no gerenciamento da memória, e ainda oferece integração nativa com diversos serviços como Flickr, Del.icio.us, Digg e Twitter.</li>
<li>Para completar configure o repositório <a href="http://www.medibuntu.org/" rel="nofollow" >MediBuntu</a> e instale os seguintes aplicativos: aMule (substitui o eMule) Downloader for X (substitui o Free Download Manager), FileZilla (substitui o CuteFTP Pro), Skype, Pidgin (substitui o Windows Live Messenger), gThumb (substitui o Windows Live Photo Gallery) e o dvd:rip (substitui o DVDShrink).</li>
<li>Para multimídia, instale: VLC, Rhythmbox, Exaile, gxine e Aqualung.</li>
</ul>
<p>Seguindo essas orientações, dá para montar um ambiente de trabalho enxuto, gratuito e de desempenho adequado para as atividades cotidianas da maioria dos usuários: ler e-mail, navegar na Internet, ouvir música, editar documentos, etc. Obviamente, jogos 3D, IDEs para desenvolvimento, aplicações de edição de vídeo e outros softwares mais exigentes estão fora do cardápio!</p>
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		<title>Certificação PHP 5: Zend Certified Engineer (ZCE)</title>
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		<pubDate>Fri, 16 May 2008 02:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luthiano Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Certificação]]></category>
		<category><![CDATA[PHP]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje foi dia de prova! Fiz o exame de certificação da Zend para PHP 5. Apesar de não ser uma certificação muito popular no Brasil (haviam somente 61 brasileiros certificados até 15/05/2008), acredito que foi uma boa aquisição. A plataforma PHP é uma excelente opção para projetos Web 2.0, pois é ágil e barata (aspectos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje foi dia de prova! Fiz o exame de <a href="http://www.zend.com/en/services/certification/" rel="nofollow" >certificação da Zend para PHP 5</a>. Apesar de não ser uma certificação muito popular no Brasil (haviam somente <a href="http://www.zend.com/store/education/certification/yellow-pages.php?cid=30&amp;submit=search&amp;orderby=ExamDate&amp;form_name=Zend_VUE_Search_Form" rel="nofollow" >61 brasileiros certificados</a> até 15/05/2008), acredito que foi uma boa aquisição. A plataforma PHP é uma excelente opção para projetos Web 2.0, pois é ágil e barata (aspectos indispensáveis para uma startup). Tenho observado atentamente a evolução do PHP nos últimos anos, e percebo que o futuro aponta para uma convergência com as as plataformas &#8220;corporativas&#8221; (especialmente Java) em um futuro próximo. O interesse que a Oracle e que a IBM têm demonstrado reforça essa visão. Quem investir em PHP agora vai colher bons frutos!</p>
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